terça-feira, 6 de maio de 2008

De volta


Voltámos! Pois é, para os mais distraídos aqui vai a notícia: já voltámos de Berlim!
A experiência de viver noutro país, com outra cultura e outros costumes foi maravilhosa! Por tudo o que aprendemos e por tudo o que partilhámos nestes 3 meses juntos em Berlim.
Ao voltar, enquanto o avião se aproximava devagarinho da nossa cidade, os seus contornos familiares começavam a desenhar-se e é impossível não reconhecer a beleza de Lisboa. É um cliché, eu sei, mas Lisboa tem mesmo uma luz diferente, mesmo nos dias cinzentos e mais frios, esta luz que nos invade retina adentro é capaz de iluminar a alma...
E depois, o chegar a casa, o abraço dos que nos querem bem, os sorrisos estampados nas suas e nas nossas caras depois de tantos dias de ausência... É muito bom regressar.
No entanto, (e há sempre um "no entanto"...) aquele gostinho agridoce começa a fazer-se sentir e as saudades da nossa vida em Berlim já são mais que muitas... Apesar de termos passado lá pouco tempo, aos poucos aquela cidade fria e cinzenta foi ganhando o seu lugar no nosso coração e à medida que as rotinas se iam instalando, ela foi-se tornando a nossa casa, nossa de "nós os dois"... E era tão bom viver a dois...
Agora, ficam as recordações, as amizades entretanto construídas por lá e o desejo de recomeçarmos a "nossa" vida por cá, que é a nossa casa... Mas ao fim e ao cabo, a nossa casa é onde o nosso coração estiver...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Berlin Zoo

Fomos ao Zoo!
O Zoo em Berlim é enorme e tem todos os animais possíveis e imaginários! Ele é leões, girafas, tigres, leopardos, macacos, gorilas, orangotangos, rinocerontes, hipopótamos, elefantes, pelicanos, flamingos, pumas, panteras, camelos, dromedários, hienas, ursos polares, etc, etc, etc....
E ainda existe um segundo Zoo em Berlim (sim, porque isto de dividir a cidade ao meio durante mais de 20 anos fez com que muitas das coisas existam em duplicado..)!
A visita foi longa e ainda assim ficaram coisas por ver! Apesar de o Zoo ter um aspecto muito "livre" (porque os animais estão em pequenas ilhas de terra rodeadas por fossos de cimento para que não fujam em vez de estarem em jaulas), ainda assim o olhar triste no "focinho" de alguns deixa um sabor amargo na despedida.. Especialmente os macacos, gorilas e chimpanzés, talvez por serem tão parecidos connosco, humanos, fazem alguma impressão porque parece mesmo que estão a dizer: "Estou tão triste... Não quero estar aqui preso...".
Há certas coisas que nos deixam a pensar...

Regresso

Pois é, para aqueles que possam estar olvidados de como são as nossas focinheiras, aqui estamos nós!
E para reavivar ainda mais as memórias (just in case que já não se lembrem de nós...) vamos estar em Lisboa já para a semana, ao vivo e a cores e em carne, osso (e alguma gordura...)!!!
É verdade, vamos voltar mais cedo! As saudades já são muitas e o frio e a chuva já nos estão a deixar os nervos em franja! E os meus compromissos profissionais em Lisboa obrigaram-nos a uma partida mais acelerada. (Isto dito assim tem muito mais graça do que dizer que a minha boss me mandou voltar mais cedo!)
Portanto, até já!

Behind the wall

Há muito tempo que não escrevemos no blog por isso decidimos colmatar esta nossa ausência e contar algumas das coisas que temos feito e visto em Berlim.
Esta foi talvez uma das experiências mais elucidativas daquilo que Berlim foi em tempos: uma cidade dividida.
Na rua de Bernau o muro de Berlim passava a todo o largo e a sua construção inclusivamente fez com que se removessem caixões do cemitério e se emparedassem prédios inteiros realojando os seus ocupantes. Nesta rua havia uma igreja, cuja entrada ficou tapada pelo muro dividindo assim a sua congregação em duas metades e privando os habitantes da sua prática religiosa. A igreja foi mandada abaixo em 1985 (é inacreditável pensar que ainda há tão pouco tempo, nos chamados tempos modernos e civilizados, se cometiam atrocidades assim...) e no seu lugar foi agora erguida uma pequena capela que serve de memorial. Ao lado da capela há ainda um pedaço de muro que permanece erguido, e cerca de 10 metros por detrás dele existe uma segunda barreira, formando assim o que se chamava na época de "faixa de morte", e quem lá se encontrasse seria abatido... Nós espreitámos pela fresta desta segunda barreira (é o que a imagem documenta) e tenho a dizer-vos que é assustador porque por um instante vês apenas um muro à tua frente e descampado com ar abandonado e acreditas que estás fechado...

segunda-feira, 31 de março de 2008

País de contrastes


Este fim de semana, como todos os outros desde que estamos em Berlim, aproveitámos para passear e desfrutar da imensa oferta cultural de Berlim! É impressionante a quantidade de museus, exposicoes, cinemas, eventos que fervilham pela cidade fora!


Como seria de esperar, em muitos destes museus é retratada a história da cidade de Berlim e da Alemanha, sem esconder os períodos mais negros da sua existência, como o domínio dos Nazis, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, a Guerra Fria, o Muro de Berlim...

É irónico verificar que os alemaes foram dominados por uma ditadura de extrema direita opressora e causadora de terror, e anos mais tarde passou a ter um regime comunista que provocou igualmente medo e opressao.. Os extremos acabam sempre por tocar-se e da pior maneira possível..


Olhando assim a história alema, poderíamos pensar neste país como xenófobo, ditatorial, terrorífico, intolerante.. No entanto, à medida que vamos conhecendo mais sobre a história do país e de Berlim, verificamos que desde a sua fundacao no século XIII, Berlim foi o lar de refugiados protestantes, de emigrantes de várias racas e credos, e que os acolheu e os deixou formar parte integrante do seu tecido social.

Em Berlim, hoje em dia, encontramos na rua turcos, polacos, ingleses, franceses, judeus, católicos, ortodoxos, protestantes... Na rua sentem-se os odores da cozinha de muitos países diferentes, e há bandeiras de todos os países nas janelas dos emigrantes.. Há punks pelas ruas, homossexuais, campónios e citadinos, todos a partilhar as mesmas ruas e os mesmos espacos sem sequer pestanejarem ao passar por alguém diferente.

Talvez esta tolerância seja apenas fachada e no fundo o espectro da xenofobia ainda espreite por entre a fresta da porta, mas nao deixa de ser curioso que um país que ao longo da sua história tem tantos exemplos de mistura cultural e tolerância, tenha sido o berco de actos tao horríveis e abomináveis como os praticados durante a Guerra...

terça-feira, 18 de março de 2008


YEAHHHHHH!!!!!!!
Acabei hoje a minha primeira maquete no atelier, sim é verdade já cá estou vai para mês e meio e ainda só fiz uma maquetezita a 1/50. É a entrada de um"cafébarrestaurante" que se cahama Café Moskau e é aqui em Berlin, se não me falha a memória é um edifício dos anos 50 e está a ser remodelado pelo nosso atelier!
A maquete é da entrada do tal café e era um pouco complicada mas JÁTÁ.....
Acho mesmo muito estranhos eles (o gabinte) não utilizar as maquetes de uma forma mais corrente e baseiam-se muito nos chamados 3d.
Do lugar onde estou sentado acho que a informação fornecida por esta maravilha da tecnologia é insuficiente. Mas "prontus" cada um sabe de si e o patrão é que manda e bai daí só ter feito ainda esta pequeno (50x50x50) modelo tridimensional em poliestireno.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Directamente (ou quase..) de Portugal

A minha encomenda chegou!!!
Yeahhhh!
Só custou ter que carregar com uma caixa de quase 10 kg, à chuva e ao vento, até casa. Sim, a pé... Porque a greve ainda não acabou...